Gestão de obra na prática: canteiro, suprimentos e controle
Aula 2 — do plano ao dia a dia da obra. Mão na massa no canteiro, compras que chegam a tempo e o controle que fecha o ciclo.
Prof. Leonardo KockCartesian EngenhariaFim de semana 2 · ~10h
Onde paramos · para onde vamos
Semana passada a gente planejou. Hoje a gente opera e controla.
Aula 1 (feito): gestão do planejamento (Last Planner, histograma), canteiro físico (layout, transporte, NR-18), Lean, restrições e os conceitos de suprimentos (ABC, lead time, cronograma de compras).
Aula 2 (hoje): gerir a obra como um todo → mão na massa no canteiro (app) → suprimentos na prática (como se faz de verdade) → controlar a obra (curva-S, valor agregado).
O contrato de hojeNão vamos repetir o que vocês já viram. Hoje é o como fazer: a planilha que a Cartesian roda na obra, o app que vocês vão usar agora, e os números que dizem se a obra está indo bem.
Cartesian · UNIVALIAula 2 · abertura
Bloco 1 · para entrar no clima
01
Gerir uma obra
O que é, de fato, tocar uma obra do primeiro caminhão ao habite-se
O tripé do gerenciamento
Toda obra equilibra três pernas — e elas puxam umas às outras
O quê
Escopo
tudo que tem que ser entregue
↔
Quando
Prazo
a data que não pode furar
↔
Quanto
Custo
o orçamento que segura a margem
A lei de ferroMexeu numa perna, as outras reagem. Adiantar o prazo sem mexer no escopo → o custo sobe. Cortar custo sem mexer no prazo → o escopo encolhe. No centro de tudo: qualidade e segurança, que nunca são moeda de troca.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · tripé
Experimente · trave duas
Bom, rápido e barato: escolha dois
Clique nas duas prioridades que a obra não pode abrir mão. Veja o que sobra pra ceder.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · triângulo de ferro
Além do tripé
O gestor equilibra seis frentes ao mesmo tempo
Escopo
o que entregar
Prazo
quando entregar
Custo
com quanto
Qualidade
do jeito certo
Segurança
sem ninguém se machucar
Suprimentos
com material na mão
Por que suprimentos entra aquiAs três de cima são o clássico. Mas qualidade, segurança e suprimentos são o que, na prática, decide se as três de cima acontecem. Material que não chega derruba prazo, custo e escopo de uma vez só.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · seis frentes
O ciclo que nunca para
Gerir é rodar o ciclo planejar → executar → controlar → agir
P
Planejar
escopo, prazo, custo, canteiro, compras
→
D
Executar
tocar a obra no dia a dia
→
C
Controlar
medir real × previsto
→
A
Agir
corrigir o rumo e replanejar
O mapa da aula de hojeAula 1 foi o P. Hoje mergulhamos no D (canteiro + suprimentos na prática) e fechamos no C e no A (curva-S e valor agregado). O ciclo gira a obra inteira.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · PDCA
O papel do gestor
O gestor não faz — ele integra
Não é o melhor pedreiro nem o melhor projetista. É quem faz as peças conversarem: projeto, orçamento, planejamento, compras, produção e cliente.
Antecipa restrição. O bom gestor gasta o tempo dele resolvendo o que vai travar daqui a 6 semanas, não apagando o incêndio de hoje.
Decide com número. Escolhe entre alternativas com base em prazo, custo e risco — não no "achismo".
Comunica. Metade do trabalho é alinhar expectativa: com a equipe, com o cliente, com o fornecedor.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · papel do gestor
Como as disciplinas se conectam
Uma única espinha costura a obra inteira
PROJETO
O que construir
plantas, IFC, memorial
→
ORÇAMENTO
Quanto custa
quantitativos + preços
→
PLANEJAMENTO
Quando e com quem
prazo, equipes, canteiro
→
SUPRIMENTOS
Com que material
plano de compras
→
PRODUÇÃO
Fazer acontecer
execução + controle
A ideia que amarra a aulaÉ a mesma EAP (Estrutura Analítica do Projeto) que vira preço no orçamento, prazo no planejamento e lista no plano de compras. Uma quebra bem feita alimenta todo o resto.
Cartesian · UNIVALIGestão de obra · integração
Os números que medem a obra
Toda obra se mede por m² — mas qual m²?
Quanto área conta
Área equivalente
o m² "de custo", não o m² bruto
·
R$ por m²
CUB
o custo de referência do mercado
·
Hh por m²
Produtividade
quanta mão de obra a obra consome
Por que isso importa hojeO Pm (Hh/m²) é o que dimensiona o efetivo que você vai calcular no app daqui a pouco. E o CUB sobre a área equivalente é a primeira leitura de custo de qualquer obra. Os três dependem de acertar qual é o m².
Cartesian · UNIVALINúmeros por m²
Área equivalente · NBR 12721
Nem todo m² custa igual
Uma garagem no subsolo não custa o mesmo que um apartamento. A NBR 12721 converte a área real em área equivalente: cada tipo de área vale uma fração da área de padrão, conforme o custo relativo dela.
Coeficientes usuais (a NBR fixa por projeto, comparando custos)
Tipo de área
Coeficiente
Leitura
Área privativa / padrão da unidade
1,00
a referência — custo cheio
Garagem / subsolo coberto
0,50 – 0,75
menos acabamento, menos custo
Varanda / terraço / área coberta aberta
0,50 – 0,75
coberta, mas sem fechamento pleno
Áreas descobertas (piscina, quadra, jardim)
0,00 – 0,30
pouco ou nada de construção
A regra da normaCoeficiente = custo estimado daquela área ÷ custo da área de padrão. Some tudo e você tem a área equivalente de construção — o m² que entra no CUB.
Cartesian · UNIVALIÁrea equivalente
Na prática
6.000 m² reais → 5.050 m² equivalentes
Área
Real (m²)
Coef.
Equivalente (m²)
Privativa + comum padrão
4.000
1,00
4.000
Garagem (subsolo)
1.500
0,60
900
Áreas descobertas
500
0,30
150
Total
6.000
—
5.050
O erro que custa caroEstimar por 6.000 × CUB superfatura a obra em ~19%. O custo por CUB usa a área equivalente (5.050). Confundir área bruta com equivalente é um dos erros mais comuns de viabilidade.
Cartesian · UNIVALIÁrea equivalente · exemplo
CUB · Custo Unitário Básico
O termômetro de custo da construção
O que é: um valor em R$ por m² que representa o custo básico de construir, publicado todo mês pelo Sinduscon de cada estado (o CUB/SC, CUB/SP...).
De onde vem: a NBR 12721 define projetos-padrão (residencial R1, R8, R16, comercial...) e um lote básico de materiais e serviços representativos. O Sinduscon coleta preços e calcula o custo desse lote.
Para que serve: comparar padrões e obras, indexar contratos, e dar a primeira estimativa de custo: custo ≈ área equivalente × CUB.
Referência realNum paramétrico Cartesian em Florianópolis, o CUB usado foi R$ 3.028/m² (data-base do projeto). O CUB muda todo mês e por estado — sempre cite a data-base.
Cartesian · UNIVALICUB · o que é
O que o CUB inclui — e o que NÃO
CUB não é o custo total da obra
O CUB cobre (lote básico)
Materiais dos serviços do projeto-padrão
Mão de obra + encargos sociais
Equipamentos, ferramentas e despesas de administração da obra
A conta honestaCusto real = área equivalente × CUB+ tudo que o CUB não cobre. Por isso o R$/m² de uma obra real fica acima do CUB — quem esquece isso subestima o orçamento.
Por que a Cartesian usaO CUB ratio é atemporal e regional-neutro: um alto padrão dá ~1,3 CUB em qualquer estado e em qualquer mês. Vira o benchmark pra saber se o R$/m² de uma obra faz sentido — independentemente da inflação e da praça.
Cartesian · UNIVALICUB · como usar
RUP · a base do Pm
RUP: o homem-hora de cada serviço
O que é: Razão Unitária de Produção = homem-hora para produzir UMA unidade de um serviço. É o conceito do Prof. Ubiraci Souza (Poli-USP), a referência brasileira de produtividade.
A conta: RUP = Hh gasto ÷ quantidade produzida. Ex.: 8 pedreiros × 8 h = 64 Hh levantam 80 m² de alvenaria → RUP = 0,8 Hh/m². Quanto menor a RUP, mais produtiva a equipe.
De onde vêm os números: (1) apontamento na própria obra — Hh real ÷ produção real, a fonte mais confiável; (2) referências: SINAPI (cada composição traz o coeficiente de mão de obra), TCPO, estudos do Ubiraci; (3) a Cartesian calibra com a base histórica das obras dela.
O pontoRUP não é chute — é medição. Por isso o efetivo estimado a partir dela tem lastro: são horas que a obra realmente consumiu, obra após obra.
Cartesian · UNIVALIRUP · o que é
Simulador · calcule a RUP
Mão na massa: Hh ÷ produção
Cartesian · UNIVALIRUP · simulador
Produtividade · Pm (Hh/m²)
Pm: quantas horas de gente por m² de obra
Pm = total de homem-hora do orçamento ÷ área construída. É a soma das RUPs (Razão Unitária de Produção, Hh/m²) de cada serviço. Na Cartesian, sai da planilha de estimativa de prazo, serviço por serviço.
Composição do Pm (ordens de grandeza — RUP por família de serviço)
Família de serviço
RUP (Hh/m²)
Estrutura (fôrma + armação + concreto)
~12 – 16
Alvenaria e vedações
~6 – 9
Revestimentos (parede, piso, teto)
~10 – 14
Instalações + esquadrias + pintura + demais
~8 – 12
Pm total (residencial vertical padrão)
≈ 43 Hh/m²
O número da CartesianPara o padrão de obra da Cartesian, o Pm de referência é ~43 Hh/m². Padrão mais alto (mais acabamento) sobe; obra mais simples desce.
Cartesian · UNIVALIProdutividade · Pm
Por que só essas famílias
Cada serviço tem sua RUP — somadas, dão o Pm
Cada serviço mede na sua unidade: alvenaria em Hh/m² de parede, concreto em Hh/m³, fôrma e reboco em Hh/m². Pra virar um Pm único (Hh/m² de obra), converte cada um — RUP × quantidade daquele serviço por m² de obra — e soma tudo.
Por que essas quatro: estrutura, alvenaria, revestimentos e instalações/esquadrias/pintura concentram quase toda a mão de obra direta de um prédio vertical. É a espinha da produção — por isso dominam o Pm.
O que fica de fora: movimento de terra e fundação são pontuais e muitas vezes empreitados/terceirizados (entram por conta própria); o pessoal de canteiro, apoio e gestão não é RUP de produção — é efetivo indireto, somado à parte.
FechandoSomadas as RUPs das famílias de produção, dá ~43 Hh/m² pro padrão Cartesian. Estrutura mais simples desce; muito acabamento sobe.
Cartesian · UNIVALIRUP · por que essas famílias
Do Pm ao efetivo · você vai usar isso no app
Quantas pessoas a obra precisa
Efetivo médio N =Área × PmPrazo × 180
Pm = Hh/m² (~43)180 ≈ Hh/mês por operário (22 dias × 8 h)N = efetivo médio; o pico vem do histograma
No cenário de hoje14.000 m² × 43 ÷ (20 × 180) ≈ 167 pessoas. É a mesma conta que o app faz no Passo 1 — e o pico (acabamento) é ainda maior que essa média. Guardem esse número: ele dimensiona vivência, transporte e canteiro.
Cartesian · UNIVALIProdutividade · efetivo
"
Planejar é fácil no papel. A obra acontece no canteiro e no caminhão de entrega.
Vamos pro concreto: primeiro o canteiro, na mão de vocês.
Bloco 2 · mão na massa
02
Dimensionar um canteiro — de verdade
Vocês vão usar o Designer de Canteiro no computador · atividade prática
Por que essa atividade
Na Aula 1 vimos a teoria. Agora vocês dimensionam
Recall rápido: o canteiro se dimensiona a partir do pico de efetivo — quantas pessoas ao mesmo tempo. Dele saem vivência (NR-18/NR-24), produção, utilidades e o layout.
O app faz a conta pesada: efetivo, programa de necessidades, áreas, gatilho de transporte vertical e ocupação do terreno — em tempo real.
Você toma as decisões: onde vai a grua, como separar fluxo de gente e de carga, quanto o terreno aperta. O app calcula; vocês projetam.
Cartesian · UNIVALIPrática · por quê
A obra-tipo de hoje
O cenário que todos vão dimensionar
Residencial vertical — dados de entrada da atividade
Parâmetro
Valor
De onde vem
Área construída total
14.000 m²
quadro de áreas do projeto
Prazo de obra
20 meses
contrato / planejamento
Pavimentos-tipo
15 + térreo
projeto arquitetônico
Subsolos
2 (garagem)
projeto
Produtividade média (Pm)
43 h/m²
referência Cartesian (Hh/m²)
Terreno disponível
2.000 m² (urbano)
implantação → canteiro restrito
O que o app vai devolver na horaEfetivo médio ≈ 14.000 × 43 ÷ (20 × 180) ≈ 167 pessoas (o pico, no acabamento, é maior) — e com 16 pavimentos, o gatilho da NR-18 já obriga elevador de passageiro.
Cartesian · UNIVALIPrática · cenário
Passo a passo no app
Cinco passos no app
OndeAbra canteiro.cartesianengenharia.com — a conta já vai estar liberada.
Entrar e abrir projeto. Faça login, crie um projeto com o seu nome.
Passo 1 — Dados da obra. Digite os números do cenário. Veja o efetivo de pico aparecer e o gatilho de transporte vertical.
Passo 2 — Programa de necessidades. Clique em "gerar programa": vivência (vasos, chuveiros, vestiário, refeitório), produção e grua saem calculados. Ajuste se quiser.
Passo 3 — Layout. Posicione os blocos à escala real. Coloque a grua, separe fluxo de gente e de carga, veja a ocupação do terreno.
Passo 4 — Custo. Veja o canteiro consolidar em R$/m². Exporte o PNG do seu layout.
Cartesian · UNIVALIPrática · passo a passo
Enquanto faz, repare
Onde mora a decisão de engenharia
O efetivo manda em tudo. Mude o prazo de 20 → 16 meses e veja o pico de gente subir. Menos prazo = mais gente = canteiro maior. Essa é a troca.
A grua não é "1 por X m²". Ela se posiciona pelo alcance e pela carga. Onde ela cobre a planta toda sem cruzar a vivência?
Fluxo de pessoas ≠ fluxo de carga. A entrada da vivência não pode disputar espaço com o recebimento de material.
Terreno apertado cobra escolha. Passou de 90% de ocupação? Canteiro restrito: verticalizar armazenagem, terceirizar central, reduzir estoque.
Cartesian · UNIVALIPrática · o que observar
Como vamos rodar
Dinâmica e tempo
Duplas. Um mexe no app, o outro questiona as decisões. Trocam no meio.
~40 min de mão na massa: 10 min dados + programa · 20 min layout · 10 min custo + export.
~15 min de discussão: 2-3 duplas mostram o layout na projeção.
Entregável da atividadeO PNG do layout + três frases: (1) qual foi o pico de efetivo, (2) por que a grua ficou onde ficou, (3) quanto o terreno apertou (% de ocupação).
Cartesian · UNIVALIPrática · dinâmica
Fechando a atividade
Dois canteiros para a mesma obra ficaram diferentes. Qual está certo — e por quê?
Bloco 3 · o coração da disciplina
03
Suprimentos: do conceito à prática
Vocês já sabem o "o quê". Hoje é o como se faz de verdade na obra
O salto de hoje
Semana passada: o que é curva ABC, lead time e cronograma de compras. Hoje: a planilha real que faz isso girar.
O fio condutor
O plano de compras não nasce do nada — nasce da EAP
EAP / ORÇAMENTO
Quantitativos
quanto de cada insumo
→
PLANEJAMENTO
Quando cada serviço
data de necessidade na obra
→
PLANO DE COMPRAS
O que pedir e quando
data-limite do pedido
Rastreável, não chuteA quantidade de aço, bloco e revestimento sai do orçamento executivo por pavimento. A data em que precisa sair do cronograma. Junte os dois e você tem o plano de compras — com origem em cada número.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · a mesma EAP
Da quantidade à data
Cada material ganha uma quantidade e uma data
Quantidade — vem do quantitativo por pavimento: 15 lajes × X m² de fôrma, Y kg de aço, Z m² de revestimento.
Data de necessidade — vem do cronograma: a estrutura do 8º pavimento é na semana 30 → o aço do 8º precisa estar na obra antes da semana 30.
Recuo pelo lead + ciclo — a partir da data de necessidade, ande para trás. É aqui que a maioria das obras erra: acha que "pedir" é rápido.
A conta que a Aula 1 já deuData do pedido = necessário − lead time − margem. Hoje a gente abre o "lead time" e mostra que ele é bem maior do que parece.
O lead time do fornecedor não é o ciclo de compras da sua empresa.
Fabricar leva X dias. Mas cotar, aprovar e contratar — dentro de casa — muitas vezes leva mais.
Abrindo o "lead time"
O ciclo de compras tem seis etapas — só a última é o fornecedor
Ciclo de compras de um elevador (exemplo real, em dias)
Etapa
Dias
Quem faz
1. Solicitação (a obra pede)
30
engenharia da obra
2. Autorização (libera verba)
5
direção / financeiro
3. Cotação (3 propostas)
60
suprimentos
4. Aprovação da compra
20
direção
5. Contratação
30
jurídico / suprimentos
6. Fabricação + entrega
120
fornecedor
Ciclo total
265 dias ≈ 38 semanas
~9 meses!
Cartesian · UNIVALISuprimentos · ciclo de 6 etapas
Simulador · escolha o item
Quando o pedido tem que sair?
Cartesian · UNIVALISuprimentos · simulador de ciclo
Não é teoria de sala
A planilha que a Cartesian roda na obra
Uma linha por serviço/material. Cada linha carrega as 6 etapas do ciclo, com previsto × realizado.
Responsável nomeado. Não é "o setor de compras" — é a pessoa que responde por aquela linha.
Data-limite do pedido calculada. A planilha recua da data de necessidade e acende o vermelho quando o pedido está atrasado.
Vira kanban. Cada serviço vira um card (Trello) com o checklist das 6 etapas — gestão visual, igual ao canteiro Lean.
Por que isso importaUm cronograma de compras que ninguém atualiza é decoração. O que segura obra é previsto × realizado com dono e data — a planilha vira um instrumento de cobrança, não um anexo.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · planilha real
Da EAP às famílias de compra
Os macrogrupos da EAP já são suas famílias de compra
Movimentação de terra · Infra · Estrutura — concreto, aço, fôrma. Recorrentes, curto lead, alto volume.
Instalações (elétrica/hidráulica/telecom) — quadros, tubos, cabos. Lead longo nos itens especiais.
Esquadrias · Elevadores · Fachada — os campeões de lead. Compra na fundação, instala no fim.
O atalhoVocê não parte do zero: a EAP já organiza a obra em ~18 macrogrupos. Cada macrogrupo é uma frente de compra com um comprador responsável e um perfil de lead.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · plano de compras
Recall rápido · o cruzamento que decide
Não basta ABC de valor — cruze com o lead
Lead curto (dias)
Lead longo (meses)
Classe A (muito $)
Concreto, aço → controla no look-ahead, JIT
Elevador, esquadria, fachada → compra na fundação
Classe C (pouco $)
Bloco, argamassa → estoque simples, compra de rotina
Item importado barato → cuidado: barato mas trava a obra
O erro clássicoTratar tudo igual. O que quebra obra não é o item mais caro — é o item de lead longo que ninguém pediu a tempo, mesmo sendo barato.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · ABC × lead
Estoque no canteiro
Estoque é remédio — e todo remédio tem dose
Estoque demais
Capital parado (dinheiro dormindo no pátio)
Espaço que o canteiro restrito não tem
Perda: quebra, roubo, chuva, vencimento
Estoque de menos
Ruptura: a obra para por falta de material
Compra emergencial (paga caro, sem cotar)
Equipe ociosa esperando — o custo invisível
O ponto certoEstoque é um pulmão que absorve a variação entre o consumo e a entrega. Nem tanque cheio, nem seco: o suficiente para não parar enquanto o próximo pedido chega.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · estoque
Quando disparar o próximo pedido
Ponto de pedido
Ponto de pedido = (Consumo × Lead time) + Estoque de segurança
Consumo por semanaLead time de reposiçãoSegurança = folga para o imprevisto
Exemplo — bloco cerâmicoConsumo 5.000/semana · lead de reposição 1 semana · segurança 1 semana. Ponto de pedido = (5.000 × 1) + 5.000 = 10.000 blocos. Ao ver o pátio chegar em 10 mil, dispara o próximo pedido — como a luz da reserva do carro.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · ponto de pedido
Aprofundando o "de segurança"
A margem não é chute — depende da variabilidade
Consumo estável + fornecedor pontual → segurança pequena. Bloco de fornecedor da esquina que entrega em 2 dias, sempre.
Consumo que oscila OU lead que varia → segurança maior. Quanto mais imprevisível o consumo e a entrega, mais pulmão você precisa.
A regra prática: a segurança cobre o pior caso razoável — o atraso típico do fornecedor + o pico de consumo de uma semana ruim.
Item de lead longo não se resolve com estoque de segurança — se resolve comprando cedo. Estoque de segurança é para o recorrente.
Em uma fraseEstoque de segurança ≈ variação do consumo durante a variação do lead. Fornecedor confiável e consumo estável são o que barateiam o estoque.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · estoque de segurança
Duas filosofias, uma obra
Just-in-time onde dá · estoque onde precisa
Just-in-time (puxado)
Concreto usinado: chega na hora da concretagem
Zero estoque, zero perda, zero capital parado
Exige fornecedor perto e confiável
Estoque de segurança
Bloco, argamassa, aço de bitola comum
Pulmão para não parar a frente de serviço
Vale quando faltar custa mais que estocar
A decisãoJIT não é "estoque zero em tudo" — é estoque zero onde o fornecedor aguenta. Em obra de canteiro restrito, JIT deixa de ser filosofia e vira necessidade: não há onde guardar.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · JIT × segurança
O material chegou · e agora?
Recebimento e inspeção: o filtro que evita retrabalho
Confere quantidade. O que veio bate com a nota e com o pedido? Contou, pesou, mediu?
Confere qualidade. Bitola do aço, fck do concreto, dimensão do bloco, especificação da esquadria. Amostra na hora.
Confere documento. Nota fiscal, certificado, laudo. Sem NF certa, não entra (e não paga).
Registra e armazena. Dá baixa no pedido, atualiza o estoque, guarda na baia certa protegido.
Por que o mestre não pode ignorarMaterial errado que entra vira retrabalho lá na frente — quando já está aplicado. O recebimento é a última chance barata de pegar o problema.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · recebimento
Quando não bate
O que fazer com a divergência
DETECTA
Falta / avaria / spec errada
na hora do recebimento
→
REGISTRA
Foto + termo
documenta a ocorrência
→
DECIDE
Recusa parcial / total
aceita o que serve
→
ACIONA
Fornecedor + compras
reposição / abatimento
O erro comumReceber "no susto" para não parar a obra e resolver depois. Depois vira nunca: a NF já foi paga e o fornecedor não responde mais. Divergência se trata no ato.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · divergência
Onde o dinheiro evapora
Comprar bem e perder no canteiro zera o ganho
9%
perda de concreto (típica)
11%
perda de aço
27%
perda de blocos
40%
perda de areia
O elo com o canteiroBaia certa, proteção da chuva, transporte que não quebra, estoque que não vence. A gestão de suprimentos não acaba na entrega — ela termina quando o material vira obra, sem desperdício.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · perdas no canteiro
Fornecedores · quem entra na cotação
Antes de cotar, qualifique
Capacidade de entrega. Aguenta o volume e o prazo da sua obra? Já entregou obra desse porte?
Qualidade comprovada. Certificação, laudo, referência de outra obra. Não é o mais barato — é o que entrega certo.
Saúde financeira. Fornecedor que quebra no meio da obra é o pior atraso possível. Um CNPJ frágil é risco de cronograma.
Histórico com você. A base da Cartesian guarda o preço pago real e o comportamento de cada fornecedor — memória que vale ouro.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · qualificação
Cotação · o preço não é um número
A Cartesian cota contra três fontes
Fonte
O que é
Para que serve
Referência de projeto
preço do orçamento / índice
a baliza inicial (SINAPI, memorial)
Cotação de mercado
propostas atuais (internet, fornecedor)
o preço de hoje, real
Preço pago real (base Cartesian)
o que a empresa já pagou em outras obras
o piso de negociação — "já paguei menos"
A vantagemQuem tem memória de preço pago negocia de outro lugar. Não é "quanto você cobra?" — é "já comprei isso por X, você faz por quanto?".
Cartesian · UNIVALISuprimentos · cotação 3 fontes
Negociação
Preço é só uma das variáveis
Prazo de pagamento. Casar o desembolso com a medição da obra vale tanto quanto desconto — é fluxo de caixa.
Entrega parcelada. "Esquadria por andar, na medida em que a obra sobe" — reduz estoque, reduz risco de avaria, casa com o cronograma.
Volume e recorrência. Fechar o ano de concreto com uma usina rende preço e prioridade na fila.
Assistência e garantia. Quem monta o elevador? Quem responde pela esquadria que vazou? Isso é parte do preço.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · negociação
Como formalizar
Modalidades de contrato de fornecimento
Modalidade
Como funciona
Quando usar
Compra simples
pedido pontual, entrega única
item de baixa recorrência
Fornecimento contínuo
preço travado, entregas ao longo da obra
concreto, aço, bloco
Empreitada (mat + mão de obra)
fornece e aplica
fachada, esquadria, impermeabilização
Consignado
estoque no canteiro, paga só o que usa
fixação, EPI, consumível
A especificação salvaO contrato só protege se o pedido for específico: bitola, fck, dimensão, acabamento, norma. Pedido vago = briga na entrega.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · contratos
Medir a saúde da cadeia
Três indicadores que não mentem
OTIF entregas no prazo E completas ÷ totalTaxa de ruptura itens que faltaram ÷ itens necessáriosGiro de estoque consumo ÷ estoque médio
Como lerOTIF alto = fornecedor confiável (na data e completo). Ruptura alta = você está parando a obra por falta. Giro alto = pouco capital parado (mas cuidado com ruptura). O bom gestor persegue OTIF alto + ruptura baixa + giro saudável.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · indicadores
Um painel de suprimentos
O que o gestor olha toda semana
94%
OTIF
meta ≥ 90% · entregas no prazo e completas
3%
Ruptura
itens que faltaram na semana · meta < 5%
8×
Giro
consumo ÷ estoque médio · capital girando
2
Pedidos em risco
data-limite estourando · ação hoje
De onde saiTodo esse painel sai do ERP quando os dados são lançados. Sem sistema, o gestor voa às cegas — e descobre a ruptura só quando a obra já parou.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · dashboard
ERP / Sienge · o sistema por trás
Do pedido à nota, tudo amarrado
1
Requisição
a obra pede no sistema
→
2
Ordem de compra
cotação → OC aprovada
→
3
Recebimento
baixa contra a OC
→
4
Nota fiscal
financeiro paga
→
5
BI / relatório
indicadores e custo real
O ganho do sistemaCada etapa amarra na anterior: não recebe o que não foi pedido, não paga o que não foi recebido. O custo real por item volta pra base e melhora a próxima cotação. É o ciclo se fechando.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · ERP / Sienge
O que pode dar errado na cadeia
Os riscos que o gestor precisa antecipar
Fornecedor único. Um só fornecedor de item crítico = refém. Ele atrasa, você para. Tenha plano B qualificado.
Ruptura de fornecimento. Falta de matéria-prima no mercado (cimento, aço em pico de demanda). Antecipe compra dos críticos.
Câmbio, em importados. Elevador, louça premium, revestimento importado — o preço muda com o dólar entre a cotação e a entrega.
Escopo que "some". O item que nem entrou na lista de compras — o mais perigoso, porque ninguém está esperando faltar.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · riscos
Caso real · o item que sumiu do preço
Auditoria de cobertura: cruzar projeto × lista × orçamento
O que aconteceu: um sistema de pressurização de escada existia no projeto, mas não estava na lista de compras nem no orçamento.
O tamanho do buraco: ordem de R$ 1,2 a 2,2 milhões — que só apareceria quando o material fosse necessário, obra em andamento.
Como se pega: auditoria cruzada — todo item do projeto tem que ter linha na lista e no orçamento. O que não fecha, investiga.
A lição de suprimentosO pior risco não é o item que atrasa — é o item que ninguém comprou porque ninguém sabia que existia. Suprimentos começa garantindo que a lista está completa.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · auditoria de cobertura
O que não fazer
Cinco erros que quebram a gestão de compras
Erro
Consequência
Comprar só na hora que precisa
atraso — o lead do fornecedor não espera
Não rastrear a entrega
descobre a falta com a frente parada
Pedido sem especificação
vem errado → retrabalho e briga
Estoque zero de recorrentes
ruptura de bloco/argamassa para a obra
Não negociar entrega parcelada
canteiro entupido e capital parado
Cartesian · UNIVALISuprimentos · 5 erros
Mão na massa · suprimentos
Exercício: monte o cronograma de suprimentos
Enunciado
Para a obra-tipo (14.000 m², 20 meses), pegue 6 materiais — um de cada perfil (elevador, esquadria, quadro elétrico, revestimento, bloco, concreto). Para cada um: (1) classifique ABC × lead, (2) estime o ciclo de compras (as 6 etapas), (3) dada a semana de necessidade na obra, calcule a data-limite do pedido, (4) marque quais estão em risco se hoje é a semana 20.
Some o ciclo. Elevador ~265 dias (38 sem), esquadria ~175 (25 sem), quadro ~165 (24 sem), bloco ~20 (3 sem).
Recue da necessidade. Data-limite = semana de necessidade − semanas de ciclo. Elevador para a semana 60 → pedir na semana 22.
Marque o risco. Se hoje é a semana 20, o elevador (limite semana 22) ainda dá — por pouco. Um de lead longo com limite < 20 já está atrasado.
Cartesian · UNIVALISuprimentos · gabarito
Bloco 4 · fechando o ciclo
04
Controlar a obra
Planejei, executei — agora meço se está indo como deveria
A pergunta que controle responde
A obra está adiantada ou atrasada? Está dentro ou fora do orçamento? E se seguir assim, onde vai parar?
A base de tudo · medição física
Não dá pra controlar o que você não mede
Avanço físico por serviço. Quanto da estrutura, da alvenaria, do revestimento está pronto — em %, medido em campo, não estimado no chute.
Por pavimento. A mesma lógica da extração de recursos: cada frente tem seu quanto-feito. A soma ponderada dá o avanço da obra.
Ponderado pelo peso. 100% da pintura ≠ 100% da estrutura. Cada serviço pesa conforme o valor no orçamento.
O elo com o orçamentoÉ o orçamento que dá o peso de cada serviço. Por isso a mesma EAP que orçou e planejou também controla: ela diz quanto cada avanço vale no todo.
Cartesian · UNIVALIControle · medição física
A ferramenta clássica
A curva-S: o avanço acumulado no tempo
Por que "S". A obra começa devagar (mobilização), acelera no miolo (estrutura + revestimento) e desacelera no fim (acabamento fino). O acumulado desenha um S.
Previsto × Realizado. Duas curvas no mesmo gráfico. A distância entre elas é o atraso (ou o adiantamento).
Físico e financeiro. Uma curva de % de obra feita e uma de R$ desembolsado. Elas não andam juntas — e a diferença conta uma história.
Cartesian · UNIVALIControle · curva-S
Físico × financeiro
Quando as duas curvas se descolam
Financeiro adiantado do físico
Gastou/comprou mais do que produziu
Pode ser estoque parado ou adiantamento a fornecedor
Atenção ao fluxo de caixa
Físico adiantado do financeiro
Produziu mais do que pagou (ainda)
Bom sinal — mas confira se não é NF atrasada
Medição a receber pode estar represada
Onde suprimentos apareceA compra antecipada dos itens de lead longo (elevador, esquadria) infla a curva financeira antes do físico. Isso é esperado — e é bom, desde que planejado.
Cartesian · UNIVALIControle · físico × financeiro
O outro lado da curva
Histograma de desembolso: quando o dinheiro sai
Quanto sai por mês. A derivada da curva financeira — o caixa que a obra consome em cada período.
Casado com a receita. Em incorporação, o desembolso tem que conversar com a entrada de vendas/financiamento. Descasou, falta caixa.
Puxado pelas compras grandes. Os picos de desembolso batem com os pagamentos dos itens A: estrutura no miolo, esquadria e elevador no fim.
Por que o gestor de obra se importaObra que "para por falta de dinheiro" quase sempre é desembolso mal planejado, não obra cara. O histograma antecipa o aperto de caixa antes dele acontecer.
Cartesian · UNIVALIControle · desembolso
Valor agregado (EVA) · a foto completa
Três números dizem tudo
PV — Valor Planejado quanto devia estar feito (R$)EV — Valor Agregado quanto está feito (R$)AC — Custo Real quanto já gastou (R$)
O pulo do gatoO EV é o avanço físico traduzido em dinheiro (avanço % × orçamento). Comparando os três, você separa duas perguntas que sempre se misturam: estou atrasado? estou gastando demais?
Cartesian · UNIVALIControle · EVA · PV EV AC
Dois índices · prazo e custo
SPI e CPI: acima de 1 é bom
Índice
Conta
Leitura
SPI — desempenho de prazo
EV ÷ PV
≥ 1 no prazo/adiantado · < 1 atrasado
CPI — desempenho de custo
EV ÷ AC
≥ 1 no/abaixo do orçado · < 1 estourando
ExemploSPI 0,90 = a obra fez 90% do que devia até aqui (10% atrasada). CPI 0,85 = para cada R$ 1 gasto, agregou R$ 0,85 de obra (15% de estouro). Os dois juntos: atrasada e cara — sinal vermelho.
Cartesian · UNIVALIControle · SPI e CPI
Simulador · mexa e veja
Onde está a sua obra?
Cartesian · UNIVALIControle · simulador EVA
A pergunta que a diretoria faz
Se continuar assim, quanto vai custar?
EAC = Orçamento total ÷ CPI
EAC = custo final projetadoCPI 0,85 → obra de R$ 10 mi termina em ~R$ 11,8 mi
O poder do EVACom o mês 6 de 20, o CPI já projeta onde a obra vai parar de custo. Não precisa esperar o fim para saber que vai estourar — dá pra agir (o "A" do ciclo) enquanto ainda dá tempo.
Cartesian · UNIVALIControle · EAC
"
Controle sem suprimentos é cego: metade do custo da obra é material.
A curva financeira é, em boa parte, a curva das suas compras. Controlar a obra é controlar o que entra pelo portão.
Encerramento
05
Fechando a disciplina
O que fica das 20 horas — e o trabalho final
A disciplina inteira em um slide
De ponta a ponta: planejar → operar → controlar
AULA 1
Planejar
Last Planner, canteiro, Lean, conceitos de suprimentos
→
AULA 2
Operar
canteiro na mão, suprimentos na prática
→
AULA 2
Controlar
curva-S, valor agregado, agir a tempo
O fio que amarrou tudoA mesma EAP orçou, planejou, comprou e controlou. Quem domina essa espinha domina a obra — não como quem executa cada serviço, mas como quem faz tudo conversar.
Cartesian · UNIVALIFechamento · recap
Para levar pra obra segunda-feira
Cinco coisas que não podem ser esquecidas
Gerir é integrar. O tripé escopo-prazo-custo se equilibra; o gestor é quem faz as disciplinas conversarem.
O canteiro se dimensiona pelo pico. Efetivo manda em vivência, produção, transporte e layout.
Compra é ciclo, não pedido. Lead do fornecedor ≠ ciclo da empresa. Item de lead longo compra na fundação.
Estoque é remédio com dose. JIT onde dá, segurança onde faltar custa mais que estocar.
Meça para agir. Curva-S e SPI/CPI dizem onde a obra vai parar — a tempo de corrigir.
Cartesian · UNIVALIFechamento · takeaways
Avaliação da disciplina
Trabalho final — a sua obra
Proposta
Escolha uma obra (real ou hipotética) e entregue: (1) o layout de canteiro dimensionado pelo pico de efetivo — pode usar o app; (2) um cronograma de suprimentos com 8 itens (ABC × lead, ciclo de compras, data-limite do pedido); (3) uma análise de controle num marco da obra (curva-S prevista × uma leitura de SPI/CPI). Formato e prazo a confirmar com a coordenação.
Cartesian · UNIVALIFechamento · trabalho final
Obra boa não é a de sorte — é a que foi gerida.
Planejou o canteiro pelo pico
Comprou pensando no ciclo, não no pedido
Mediu para corrigir a tempo
Obrigado, Turma IV. — Prof. Leonardo Kock · Cartesian Engenharia · leonardo@cartesianengenharia.com